OPP_COVID-19 / Fórum

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Bom dia Colegas, estou igualmente em teletrabalho e a minha área de intervenção é a deficiência intelectual, tem sido um desafio, criar grupos através das redes sociais, lançar desafios diariamente e telefonar aos que apenas querem ouvir a nossa voz. Para esta população é particularmente dificil, com pais envelhecidos e sendo o centro ocupacional onde passam a maioria do seu tempo semanal.
Para além disso tenho um filho de 9 anos que ainda que facilmente adaptado as novas rotinas e seguindo um plano semanal, começa a mostrar sinais de saudade da familia, escola e amigos. Agradeço a presença neste fórum, será uma mais valia para todos! Joana Barros
Bom dia a todos!

Obrigada pela criação deste grupo! É fundamental sentirmos que temos um espaço de partilha e reflexão, onde as dúvidas, as angústias e as motivações, muitas vezes serão semelhantes e por isso ajudarão a enfrentarmos este desafio!

No meu caso, tenho um consultório, onde sinto que a relação face a face é fundamental na criação do vínculo, no estabelecimento da confiança, na interpretação da comunicação. Não tenho dúvidas que esta aproximação física, onde se olha, trocam-se pensamentos, ideias e criam-se novos significados é essencial para o sucesso terapêutico. Mas também sei que os tempos exigem que as nossas capacidades se transformem e que tenhamos a coragem de nos reinventarmos. Não é um caminho fácil, não é de todo o que eu queria para mim. Alegra-me a ideia de estar com as "minhas" pessoas num contacto único e privilegiado. Em casa, tenho uma série de variáveis que tornam este processo de aproximação (à distância) dificílimo. Tenho dois filhos pequenos, que exigem tempo e dedicação, que não têm capacidade de se regular sozinhos, que precisam de mim como um espelho seguro e disponível. Contudo, esta nossa realidade frustra-nos (a todos), cria ansiedade e altos níveis de intolerância.
Neste sentido, acredito que temos de gerir com muita perícia o nosso tempo e a nossa entrega (aos nossos de casa e às pessoas com quem trabalhamos), não esquecendo nunca que não nos podemos perder, do que somos e do que queremos ser.

Um beijinho a todos e até já!
Não sei vocês. Mas eu estou a gostar bem de ler as vossas reflexões e partilhas. Obrigado!!
(03-31-2020, 09:19 PM)Lourdes Caraça Escreveu: [ -> ]Viva!
Concordo! Começa a não existir condições para podermos estar nos nossos locais de trabalho, precisamente quando são infectário de covid 19. 
O problema é quando a proteção dos profissionais não é feita, e as decisões de superiores vão sempre no sentido de estarmos fisicamente nos locais ao invés de podermos fazer teletrabalho. Outras unidades de saúde já adotaram está prática de teletrabalho o que cria também disparidades. A ordem tem posição sobre este tema?  Obrigada.
Boa tarde, Colegas

Uma excelente iniciativa, será certamente um espaço de partilha e de entreajuda, obrigada. 
Sou a Raquel Nunes, Membro Efetivo Recente da OPP. Sou Psicóloga Clínica, desempenho funções na Pediatria do Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira (Açores). Desde dia 17 de março que os psicólogos do Hospital estão a trabalhar em modo de teletrabalho. No meu caso em específico, que trabalho com crianças e adolescentes, senti necessidade de adaptar-me a esse nova realidade e reajustar as minhas funções. Com crianças trabalho sobretudo com recurso a ludoterapia e a relação é fundamental, pelo que em teletrabalho, torna-se difícil. O que tenho feito é apoiar sobretudo os pais das crianças, efetuo psicoeducação, promovo estratégias para que os pais possam gerir as suas dificuldades e apoiar os filhos nesse sentido. Com os adolescentes tenho assegurado o apoio por email ou telefone, de acordo com as suas necessidades e preferências, mas naturalmente sinto a falta da relação cara-a-cara. No entanto, os utentes têm mostrado satisfação e conforto por manter esse contacto, provavelmente por sentirem que não estão sozinhos. 

Um Bem-Haja,

Raquel Nunes
Boa tarde colegas!

Adorei esta iniciativa...Assim estamos mais perto para que possamos colar dúvidas e também partilhar aspetos positivos do nosso dia-a-adia.
Confesso que o meu tem sido difícil... Trabalho na área clínica com crianças e adolescentes, sendo que me foi proposta consulta online com todas as faixas etárias. Expressei as minhas reticências quanto a consulta com crianças nesta modalidade...levanta-se aqui questões de privacidade e muita dificuldade no trabalho clínico visto que uso maioritariamente ludoterapia no trabalho com este tipo de população. Lá embarquei nisto....contudo verifica-se inviável, como havia alertado, em alguns casos: pais no mesmo espaço, crianças irrequietas que não conseguimos controlar estando por detrás de um ecrã, etc.
Tem sido um desafio constante.
Se alguém que trabalhe com crianças me puder ajudar ou dar algumas sugestões. É que é muito difícil esta continuidade, em grande parte por questões de privacidade.

Bem Haja!

Ana Cardoso
Boa tarde, caros colegas!

Eu sou psicóloga clínica na Xerox e na Mind, sob a coordenação do colega Mauro Paulino.
Acabei de me inscrever neste fórum de "Autocuidado", o qual me parece mais uma excelente iniciativa da OPP.
Neste momento de imposição de isolamento individual e social, em que enfrentamos o desafio de intervenção à distância, com recurso à tecnologia e à internet, faz todo o sentido que possamos partilhar destas novas experiências, e do que representam para cada um de nós. Dificuldades, resultados, dúvidas ou questões de um colega podem ser as de outros colegas.
A intervenção psicológica à distância (em expansão desde há mais de uma década), apesar de não a considerar a prática ideal, dada a minha preferência pelo contacto face-to-face, tem sido parte integrante, desde há alguns anos, do meu exercício profissional, com excelentes resultados.
Agora que, por via das circunstâncias do surto infeccioso, estamos impedidos da realização do trabalho presencial, é necessário que nos adaptemos e utilizemos, cada vez mais, os meios tecnológicos para continuarmos a fazer o que os psicólogos tão bem sabem: ajudar as pessoas que nos procuram e precisam de nós, através da terapia online.
Nesta fase de pandemia não esqueçamos que todos estamos a ser chamados para dar o nosso contributo. Nós, psicólogos, também!
Bom trabalho para todos!
Cuidem bem de vós.

Lina Raimundo
(04-01-2020, 12:55 PM)Ana Cardoso Escreveu: [ -> ]Boa tarde colegas!

Adorei esta iniciativa...Assim estamos mais perto para que possamos colar dúvidas e também partilhar aspetos positivos do nosso dia-a-adia.
Confesso que o meu tem sido difícil... Trabalho na área clínica com crianças e adolescentes, sendo que me foi proposta consulta online com todas as faixas etárias. Expressei as minhas reticências quanto a consulta com crianças nesta modalidade...levanta-se aqui questões de privacidade e muita dificuldade no trabalho clínico visto que uso maioritariamente ludoterapia no trabalho com este tipo de população. Lá embarquei nisto....contudo verifica-se inviável, como havia alertado, em alguns casos: pais no mesmo espaço, crianças irrequietas que não conseguimos controlar estando por detrás de um ecrã, etc.
Tem sido um desafio constante.
Se alguém que trabalhe com crianças me puder ajudar ou dar algumas sugestões. É que é muito difícil esta continuidade, em grande parte por questões de privacidade.

Bem Haja!

Ana Cardoso
Olá, boa tarde. Partilhei acima a minha experiência, também trabalho com crianças e adolescentes e sinto a mesma dificuldade. O que tenho feito é sobretudo apoiar os pais nas suas dificuldades (por vezes, estão mais ansiosos) e tenho proposto atividades conjuntas com as crianças. Tenho partilhado recursos e estratégias, nomeadamente os documentos disponibilizados pela OPP, e os pais com quem tenho contactado consideram-nos muito úteis. Basicamente, creio que o nosso contributo com as crianças passe muito por apoiar os pais na sua adaptação e das crianças a esta fase de isolamento.
Se alguém tiver mais ideias, são bem-vindas Smile

Raquel Nunes
Boa tarde !

Chamo-me Tânia Teixeira, sou Psicóloga Clínica e de momento encontro-me a desempenhar funções pelo PIICIE (Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar) pela CIM do Tâmega e Sousa, no Município de Cinfães. O nosso trabalho está directamente relacionado com as escolas, e tendo estas fechado dada toda a conjuntura em que nos encontramos, verificamos a necessidade de nos ajustarmos à realidade actual e assim não deixarmos de parte todos aqueles que necessitam de nós. De momento, estamos a tentar organizar uma Plataforma de Apoio à Distância, pois encontramo-nos também em teletrabalho, em possamos trabalhar de forma alternativa com as nossas crianças, pais, encarregados de educação e todos aqueles que necessitem de apoio. Felizmente, também a Ordem dos Psicólogos, não se esqueceu de nós técnicos, pelo que agradeço em nome pessoal, a organização deste forum, e assim podermos partilhar tudo aquilo que considerarmos relevante para nós e para restantes colegas.
Um bom trabalho a todos, cuidem-se !
Tânia.
Boa tarde a todos!

Que excelente iniciativa OPP ... é tudo tão estranho que perdemo-nos no novo e nesta desconhecida Vida em tempos de Covid-19, e esta iniciativa é sem dúvida fundamental para nos "abastecermos", através da partilha e cooperação de todos, de força e múltiplas estratégias para ultrapassar esta nova maneira de estar.

Trabalho numa casa de Acolhimento de Crianças e de momento, ainda acho que nos estamos a habituar a toda esta prática... mas sempre na expectativa de que tudo volte ao normal...para continuar a fazer aquilo que é tão importante para estas crianças e jovens. Apesar de existir, a nível burocrático e judicial, teletrabalho, a presença é fundamental, principalmente nesta fase... No entanto,tratando-se sempre de uma pessoa que vem do exterior preocupa-me esta sensação de medo e de colocar em risco o outro, apesar de todos os esforços e cuidados redobrados... e neste registo, isto dificulta a nossa atuação e leva-nos a reaprender um novo saber estar.
Para além da presença, há este teletrabalho, que entre video-chamadas, telefonemas e até cartas, é também preciso alguma criatividade confesso... cartas de motivação, de carinho, de apoio e até de promoção deste auto-cuidado que é fundamental a todos...É uma forma de me manter perto, sem nunca esquecerem que são especiais e em tempo de guerra devem todos utilizar as suas maiores forças!

Esta iniciativa será sem duvida uma ferramenta essencial no nosso dia-a-dia, todos precisamos de fortalecer as nossas capacidades, enquanto técnicos mas também seres humanos, para tornar estes dias tristes "aqui fora"…mais felizes dentro de nós e na nossa casa de acolhimento.
Obrigada pela Iniciativa e Partilha! Smile
Boa tarde a tod@s!
Chamo-me Ana Margarida Laborinho, sou, vivo e trabalho na cidade dos Templários, Tomar. Sou psicóloga num dos agrupamentos de escolas da cidade e, de momento, estou na fase de reuniões de avaliação sumativa do 2º período. Para já, pretendo apenas manifestar o meu reconhecimento a todos os colegas da OPP que tão rapidamente e de forma tão transversal, dinâmica e eficaz se desdobraram em esforços para desenvolver materiais diversificados dirigidos à população em geral, de apoio e de informação, que nesta fase crítica não me tenho cansado de fazer chegar aos vários públicos com quem trabalho, no fundo toda a comunidade escolar, mas também a todos aqueles com quem me relaciono nas redes sociais. Agradeço também todo o apoio de que nós, psicólogos, estamos também a ser alvo por parte da OPP e que me fazem sentir mais segura e competente na minha relação profissional, mas também pessoal com os outros. Obrigada e até já!
Margarida Laborinho
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