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Versão completa: Necessidades Educativas Especiais - NEE
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Tópico referente a Necessidades Educativas Especiais.
Olá novamente!

(Estou a sentir-em um bocadinho stalker com este tópico!) Obrigada antes de mais pela criação do tópico! Sei que é muito especifico, mas é na verdade uma das especialidades avançadas e quem trabalha nesta área sabe que está a ser angustiante para muitos pais (e crianças).
E primeiro lugar, queria questionar-vos como têm constatado as vossas famílias e crianças nesta fase de isolamento (e consequentemente afastamento da escola que pode e normalmente é tão estruturante?
Que estratégias têm utilizado para chegar às famílias pelas quais têm ligação à escola, pois acredito que seja um "acesso" diferente quando o acompanhamento é particular.
Também, seria pertinente separar o tipo de necessidades educativas especiais? Pois é óbvio que cada caso é individualizado e por isso mesmo particularizado, mas existem também padrões pelos quais nos orientamos.

E por fim, que tipo de apoio diferenciado aos cuidadores que mais do que nunca estão no centro do tsunami?

Julgo que já lancei para muita discussão!

Obrigada
Olá Vanessa.
Posso partilhar o que já tentei mas, por favor, partilhe também as suas ideias. Quero mesmo aprender mais pois tenho sentido várias dificuldades.

Inicialmente, contactei todos os pais, via telefone. Essencialmente para manifestar a minha disponibilidade. Uma grande parte agradeceu mas disse não querer/precisar de manter o acompanhamento. Outros quiseram e aí tive de perceber que meios tinham à disposição, para redefinir a minha atuação. Dependendo da reação e atitude dos pais, assim como das necessidades, posso dedicar mais tempo a fornecer-lhes dicas e estratégias, ou não, centrando-me exclusivamente nas crianças.
Uma colega, não Psicóloga, mas Terapeuta da Fala, foi contactada por diversos pais, que pediram que lhes fosse enviando atividades e são eles quem as tentam implementar.
Olá,

Na minha escola, as crianças que estão ao abrigo do DL 54/2018 estão a ser especialmente apoiadas via telefone/videochamada. Além das tarefas/horário semanal da turma que devem cumprir, estão também a ser apoiadas pelo professor de Ensino Especial. O Gabinete de Psicologia irá também intervir, a partir do 3º período, sendo que já foi estabelecida a comunicação com as famílias a fim de disponibilizar apoio.

Realizámos também as reuniões de revisão e discussão de RTP's via plataforma Zoom, tal como já tínhamos previsto no nosso calendário escolar pré-pandemia.

Cumprimentos,
Inês
Olá! Trabalho num Centro de Recursos para a Inclusão no concelho de Sintra, e os técnicos têm estado a dar apoio à distância. Da minha parte, contactei todos os pais/EE por telefone, e tenho mantido contacto frequente com quase todos os pais e alunos, seja por telefone, por videochamada (resulta bastante bem, quando é possível realizar), por e-mail (envio de materiais e informações), por mensagens no whatsapp. Quase todos os alunos e famílias com quem trabalho estão em situações críticas e muito frágeis, seja do ponto de vista socio-económico, socio-cultural, de saúde física, de saúde mental, e tem sido necessário articular com outras estruturas de resposta na comunidade e outras valências dentro da mesma instituição onde trabalho (nomeadamente com a articulação com a cantina social ou o serviço de apoio domiciliário).

Existem, também, algumas situações de risco para estas crianças, porque os pais/cuidadores que estão em isolamento com crianças e jovens que têm necessidade quase permanente de cuidados estão em estado de exaustão e grande ansiedade. Apesar de, aparentemente, as crianças serem menos afectadas pela COVID-19, as crianças e jovens com deficiência enquadram-se num grupo de alto risco, pelas condições de saúde que têm associadas, o que, por um lado, intensifica as suas necessidades de assistência, e por outro lado intensifica também o stress dos pais e cuidadores pelo medo do contágio e infeção. Estamos, por isso, a tentar desenvolver um documento/instrumento que nos permita identificar melhor estas situações, agir atempadamente, e dar uma resposta e apoio aos cuidadores, para que possam eles dar apoio a estas crianças e jovens, porém, parece-me que já é imperativo um "olhar" da OPP sobre este tema.
Bom dia colegas,
um obrigada a todas pelas importantes partilhas.

Continuação de bom trabalho.
Obrigada pela partilha!

Também eu sou psicóloga num CRI, apoiando os alunos que estão a preparar a sua transição para a vida pós-escolar, o que coloca um pouco em stand by a atuação direta.

No entanto, considero que um documento orientador de intervenção à distância poderá ajudar a nossa prática.
Temos agora a certeza que o ano letivo decorrerá sem aulas presenciais. O desafio já estava lançado e agora parece-me ainda mais pertinente a atuação de forma refletida e articulada!
(04-09-2020, 04:33 PM)Vanessa Neves Escreveu: [ -> ]Obrigada pela partilha!

Também eu sou psicóloga num CRI, apoiando os alunos que estão a preparar a sua transição para a vida pós-escolar, o que coloca um pouco em stand by a atuação direta.

No entanto, considero que um documento orientador de intervenção à distância poderá ajudar a nossa prática.
Temos agora a certeza que o ano letivo decorrerá sem aulas presenciais. O desafio já estava lançado e agora parece-me ainda mais pertinente a atuação de forma refletida e articulada!
Olá Vanessa,
a comissão de ética da OPP tem orientação nesse sentido. Pode consultar no site OPP.

Até breve.
Algum colega trabalha através da comparticipação da segurança social? têm ideia de como se irá processar?
Olá.

Trabalho num CRI no distrito do Porto. Tenho estado a trabalhar em pro-bono, porque estou a recibos verdes e não contabilizam paragens escolares. Contudo, não fazia qualquer sentido abandonar o acompanhamento às famílias nesta fase. Logo no fim da primeira semana após o encerramento das escolas, tinha pais a contactarem-me a pedir ajuda e orientação.

Fiz chamadas telefónicas para todos e envio um email semanal para todos com orientações e recursos digitas.

Estou aguardar que me enviem horário para iniciar as sessões na próxima semana. Serão por video-chamada. A 1a sessão farei com os pais, se possível para testar tecnologias e avaliar dinâmicas familiares.
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