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Boas Vindas
#31
(04-01-2020, 12:55 PM)Ana Cardoso Escreveu: Boa tarde colegas!

Adorei esta iniciativa...Assim estamos mais perto para que possamos colar dúvidas e também partilhar aspetos positivos do nosso dia-a-adia.
Confesso que o meu tem sido difícil... Trabalho na área clínica com crianças e adolescentes, sendo que me foi proposta consulta online com todas as faixas etárias. Expressei as minhas reticências quanto a consulta com crianças nesta modalidade...levanta-se aqui questões de privacidade e muita dificuldade no trabalho clínico visto que uso maioritariamente ludoterapia no trabalho com este tipo de população. Lá embarquei nisto....contudo verifica-se inviável, como havia alertado, em alguns casos: pais no mesmo espaço, crianças irrequietas que não conseguimos controlar estando por detrás de um ecrã, etc.
Tem sido um desafio constante.
Se alguém que trabalhe com crianças me puder ajudar ou dar algumas sugestões. É que é muito difícil esta continuidade, em grande parte por questões de privacidade.

Bem Haja!



Ana Cardoso

Também gostaria de ouvir respostas a este tópico. Eu não trabalho com crianças. Mas tenho pensado muito nisso. Nas dificuldades. O mesmo em relação à avaliação psicológica. Mas essa será sempre menos urgente...
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#32
Boa noite,

Trabalho num estabelecimento prisional onde ainda continuo em funções presenciais 35 horas semanais.

Gosto de desafios e este é um desafio com o qual vou crescer e me tornar melhor profissional, espero! Smile

Conto com a vossa ajuda. Estamos juntos!

Grata

Sónia Ventura Teixeira
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#33
Boa noite a todos/as,

Felicito mais esta iniciativa da OPP, além de todo o material e orientações que tem disponibilizado. A partilha é importante, para não nos sentirmos sozinhos e procurarmos apoio uns nos outros.
Confesso que todas estas mudanças me deixam assoberbado e até surpreso. Com a perspetiva de teletrabalho (e recente concretização) achava que teria mais tempo para mim e para aquelas tarefas que vou adiando na agenda desde o ano passado. Mas estas expetativas sairam claramente goradas e estou a tentar gerir esta frustração/desilusão em mim mesmo. Para já, existe muita informação para digerir e selecionar (escolhi ver notícias e ir às redes sociais apenas duas/três vezes por dia no máximo), depois tem os desafios do teletrabalho, estar à distância e tentar estar perto. Com alguns utentes é relativamente fácil, com outros muito complicado, e tenho de me lembrar de não deixar transparecer para o outro lado do telefone a minha frustração. Para além das dificuldades em estabelecer/manter a relação, desconhecemos o contexto em que as pessoas estão a falar connosco, o que cria obstáculos, para não falar das dificuldades auditivas e de compreensão que às vezes surgem.
Estou a tentar organizar tudo isto. O trabalho, o manter as rotinas em casa, a atividade física, sem me perder com as distrações, nem desvirtuar o meu espaço de descanso e lazer que é a minha casa. Tentar aceitar que toda a mudança (desejada ou forçada) leva tempo, exige esforço e recursos e que, nós psicólogos, também somos pessoas e temos o nosso tempo para gerir estas coisas.

Era isto que queria partilhar.

Bem haja a todos!

Ivo Pereira
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#34
(03-31-2020, 06:18 PM)Olá a todos/as,Parabéns em particular ao Dr Miguel.Ricou pela iniciativa, por ter dado este pontapé de saída com uma estratégia, sem dúvida, importante para os "profissionais que cuidam" do outro.Torna-se, inevitável, o cuidado connosco, com os que cuidam, e este espaço de partilha é um apoio extremamente importante nesta fase que estamos a atravessar, em particular.Por isso, conto poder estar convosco e ajudar de alguma forma a manter este espaço com os objetivos a que foi criado, partilhando experiências, algumas sugestões, dúvidas e alguns receios também.Espero que se encontrem todos bem e que este espaço de união, venha reforçar o nosso ânimo,o nosso entusiasmo pelo exercício das nossas atividades profissionais e pessoais.Obrigado pelo vosso acolhimento e ...vamos falando!!!Miguel.Ricou Escreveu: Caros colegas

São tempos difíceis aqueles que todos estamos a viver, e paradoxais para nós. Vai aumentar a necessidade do nosso trabalho, mas vão diminuir as condições para o mesmo. Isto vai gerar consequências, para o público e para nós. Este forum serve para conversarmos sobre isso, desabafarmos, procurarmos respostas, fazermos perguntas. 

Não esperem respostas minhas, ainda que elas possa surgir. Sou um membro entusiasta deste grupo tal como qualquer um de vós.  

É por isso com muito entusiasmo que dou este pontapé de saída. Espero que nos seja útil a todos. 

Um abraço

Miguel Ricou
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#35
Bom dia a todos!

Queria dar-vos conta da minha satisfação pela forma como este fórum está a decorrer. E, de facto, agora confrontado com a prática, reforço a sensação que tinha que isto poderia ser um instrumento importante. 

Não senti ainda a necessidade de organizar por temas. Não sinto ainda uma grande confusão. Mas vamos evoluindo e vamos vendo. 

Espero que seja um bom dia para todos. Deixo-vos com uma pequena reflexão que acho central para o nosso trabalho: 
Não importa a leitura que fazemos do nosso trabalho, mas sim a leitura que o cliente faz do mesmo. Tantas vezes estamos a ajudar muito, ainda que aquém daquilo que sentimos que gostaríamos. 

Um bom dia para todos!
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#36
Bom dia a tod@s!!
Mais um dia de incerteza e indefinição.
Mas nós estamos firmes na luta, certo?
Um grande dia de trabalho para nós!!
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#37
Bom dia a todos!

Fico muito grata pela existência deste "espaço", onde possamos partilhar as nossas preocupações livremente.

Trabalho numa IPSS, nas respostas sociais ERPI e UCCI, apesar de estar praticamente e tempo inteiro nos Cuidados Continuados.
Estas últimas semanas têm sido naturalmente angustiantes, pela conjuntura vivida por todos, a somar a uma chefia que até há uma semana assumiu uma atitude de desvalorização e face ao impacto desta pandemia, em que se ouvia reiteradamente: "andam todos ansiosos, não quero alarmismos aqui". 
Finalmente, há cerca de uma semana que o plano de contingência tem sido atualizado e mais ajustado à realidade, mas tem-me chocado a passividade e a desvalorização que tem sido dada ao assunto. 
Tentei por vezes alertar para algumas situações, mas com um modelo de chefia marcado por comportamentos de assédio moral, tem sido quase infrutifero e desgastante, muito desgastante...
Honestamente, e tendo este exemplo como referência, não me surpreende que os idosos e utentes com elevado grau de dependencia do nosso país estejam a passar por este flagelo... Undecided
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#38
Caros Colegas,
perante esta situação, muitos de nós estão a trabalhar à distância e tal como um colega expôs aqui no fórum, até podemos achar que vamos ter tempo para fazer tudo com tranquilidade porque estamos em casa, mas de facto não será bem assim. Para além disso, muitos terão crianças em casa que precisam de atenção e cuidado. Será momento de dizermos take a break. Este fórum pode ser precisamente esse momento de pausa, de partilha, de desabafo, de reflexão.

Um bem haja a todos.
Responder
#39
Bom dia
Desejo que estejam todos bem.
Acabei de chegar ao nosso Fórum. Grata por esta iniciativa.
Pelo ACES da Arrábida mantemos a nossa atividade por Teletrabalho e iniciamos apoio aos profissionais de saúde do ACES.
Um abraço

Helena Salazar
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#40
(04-01-2020, 06:01 PM)Maria Krahe Escreveu:
(04-01-2020, 01:35 PM)Raquel Nunes Escreveu:
(04-01-2020, 12:55 PM)Ana Cardoso Escreveu: Boa tarde colegas!

Adorei esta iniciativa...Assim estamos mais perto para que possamos colar dúvidas e também partilhar aspetos positivos do nosso dia-a-adia.
Confesso que o meu tem sido difícil... Trabalho na área clínica com crianças e adolescentes, sendo que me foi proposta consulta online com todas as faixas etárias. Expressei as minhas reticências quanto a consulta com crianças nesta modalidade...levanta-se aqui questões de privacidade e muita dificuldade no trabalho clínico visto que uso maioritariamente ludoterapia no trabalho com este tipo de população. Lá embarquei nisto....contudo verifica-se inviável, como havia alertado, em alguns casos: pais no mesmo espaço, crianças irrequietas que não conseguimos controlar estando por detrás de um ecrã, etc.
Tem sido um desafio constante.
Se alguém que trabalhe com crianças me puder ajudar ou dar algumas sugestões. É que é muito difícil esta continuidade, em grande parte por questões de privacidade.

Bem Haja!

Ana Cardoso
Olá, boa tarde. Partilhei acima a minha experiência, também trabalho com crianças e adolescentes e sinto a mesma dificuldade. O que tenho feito é sobretudo apoiar os pais nas suas dificuldades (por vezes, estão mais ansiosos) e tenho proposto atividades conjuntas com as crianças. Tenho partilhado recursos e estratégias, nomeadamente os documentos disponibilizados pela OPP, e os pais com quem tenho contactado consideram-nos muito úteis. Basicamente, creio que o nosso contributo com as crianças passe muito por apoiar os pais na sua adaptação e das crianças a esta fase de isolamento.
Se alguém tiver mais ideias, são bem-vindas Smile

Raquel Nunes

Boa tarde,
Sou Psicóloga Clínica e do Desporto, mas neste momento estou mais ligada à área de formação. 
Já utilizo o atendimento à distância com algumas pessoas que acompanho e, em minha opinião, é uma ferramenta indispensável em nosso mundo actual. Claro que a mesma possui limitações e desafios, mas tem muitos aspectos positivos, sendo que noto uma maior adesão e continuidade do acompanhamento por parte do cliente - pela facilidade, comodidade, praticidade e, em alguns casos, maior facilidade de verbalização pelo facto de não estarmos presentes.

Trabalho com colegas que acompanham crianças através de atendimento à distância há algum tempo e, da experiência deles, deixo as seguintes sugestões para este tipo de atendimento:
Combinar o horário com o(s) encarregado(s) de educação e a criança, fazendo-os cumprir com o mesmo tal e qual o atendimento no consultório.
Combinar com o(s) encarregado(s) de educação e com a criança que o atendimento será realizado em um espaço reservado, de preferência o quarto da criança. Que durante o tempo do atendimento nenhum dos demais habitantes da residência irá interromper o atendimento, pelo que não devem entrar no local onde o mesmo está sendo realizado. Isto precisa estar informado/combinado com os demais habitantes da residência (o enc. de educação informa os demais).
Se a criança for muito pequena o enc. de educação deve preparar o programa/equipamento (smartphone, tablet ou computador) que será utilizado para este atendimento, combinando com a criança que a mesma não irá mexer no equipamento durante o atendimento, devendo chamar o enc. de educação para desligar a chamada no fim da consulta. Se a criança já souber utilizar os equipamentos poderá receber /iniciar o atendimento sozinha.
Confirmar com o enc. de educação que o equipamento a ser utilizado tem bateria e uma boa conexão à internet.

A ludoterapia continua a ser a base do atendimento. Assim, no local do atendimento devem já estar separados alguns jogos/ brinquedos (a escolha pode ser da criança), papel lápis e canetas para que a criança possa brincar (minhas colegas utilizam baralho de cartas com grande sucesso).
O psicólogo deve falar devagar e bem mais alto, pois neste tipo de chamadas existem muitos problemas de comunicação (ruídos, cortes, etc.)
O psicólogo também deve interagir mais frequentemente ou mais intensamente para que a criança tenha consciência de sua presença.
O psicólogo deve estar ciente e preparado porque a tendência para que irmãos ou outros familiares queiram ver/conhecer/"espiar" o psicólogo será muito maior.

Muito importante - o atendimento com crianças pressupõe contacto visual, pelo que precisa ser efectuado através de smartphone/tablet ou computador. Atendimento através de chamada de voz apenas em casos excepcionais, sendo que os mesmos devem ser curtos, com foco em um ou dois temas.

Para além destas sugestões minhas colegas referem o mesmo que a colega Raquel Nunes: apoiar muito os pais para que estes também possam promover e facilitar a adaptação das crianças (e deles próprios) a esta alteração de nossas rotinas.

Quanto ao tema principal deste fórum - o auto cuidado - posso referir que, em meu caso particular, para além da manutenção das rotinas de exercício físico (adaptadas a limitação do espaço), da boa alimentação e boa higiene do sono, do controle sobre a quantidade de informação sobre a pandemia (ver notícias apenas uma vez ao dia), da prática de mindfulness e da meditação, tenho me apoiado em alguns colegas com quem converso sobre meus estados emocionais. Mas meu pensamento neste momento, onde as questões económicas são tão significativas, seria de que os psicólogos pudessem também disponibilizar de uma linha de atendimento psicológico, onde conseguissem ter algum apoio para suas próprias questões emocionais.

Aproveito para felicitar a ordem por todo seu empenho nesta crise e pelo importante papel que tem desempenhado em nossa sociedade.
Saúde a todos!
Maria

Olá, Maria. Muito Obrigada, são ótimas sugestões. Tenho também encarado este período de isolamento, como uma oportunidade para unir as famílias, fortalecer laços afetivos. As crianças estarem com os pais e fazerem mais atividades conjuntas em família, por si só, creio que já é algo muito positivo. 
Obrigada.
Raquel Nunes

(04-02-2020, 08:14 AM)Miguel.Ricou Escreveu: Bom dia a todos!

Queria dar-vos conta da minha satisfação pela forma como este fórum está a decorrer. E, de facto, agora confrontado com a prática, reforço a sensação que tinha que isto poderia ser um instrumento importante. 

Não senti ainda a necessidade de organizar por temas. Não sinto ainda uma grande confusão. Mas vamos evoluindo e vamos vendo. 

Espero que seja um bom dia para todos. Deixo-vos com uma pequena reflexão que acho central para o nosso trabalho: 
Não importa a leitura que fazemos do nosso trabalho, mas sim a leitura que o cliente faz do mesmo. Tantas vezes estamos a ajudar muito, ainda que aquém daquilo que sentimos que gostaríamos. 

Um bom dia para todos!

Será certamente um instrumento importante para nós psicólogos. Obrigada pela reflexão, tenho sentido muito isso no meu contacto com os pais das crianças que acompanho, eles agradecem sempre imenso a disponibilidade e referem que os recursos que partilho têm sido muito úteis. Apesar de considerar que é apenas um pequeno contributo que estou a dar e que poderia fazer mais, talvez seja o necessário neste momento. Creio que o mais importante é respeitar a individualidade e necessidades de cada pessoa e mostrar a nossa disponibilidade para apoiar naquilo que sentirem necessidade. 
Um bom dia para todos.
Raquel Nunes
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